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Meio Ambiente e Agricultura - Quarta-feira, 18 de Julho de 2018



Prefeitura começa a recuperar mais de 7 mil m² de área degradada em Cascalheira no Morro Pelado


Prefeitura começa a recuperar mais de 7 mil m² de área degradada em Cascalheira no Morro Pelado

Serão plantadas mais de 700 mudas de árvores de espécies nativas da Mata Atlântica

A Prefeitura de Águas de Lindoia, por meio das Secretarias de Obras e de Meio Ambiente, iniciou nesta semana as obras previstas no Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) na Cascalheira do Morro Pelado. Além de correções no solo e a adequação de taludes, cerca de 7 mil m² de área nativa serão recuperados com obras de contenção e o plantio de 700 mudas de árvores. O investimento será de R$ 387 mil.

O Plano prevê diversas medidas para reverter os danos causados no meio ambiente ao longo dos anos. Um levantamento apontou que a atividade causou a perda da camada superficial de solo, perda da biodiversidade e a falta de proteção do solo e o consequente aumento no deflúvio superficial e da erosão.

O PRAD prevê três passos importantes no processo de recuperação. O primeiro será o retaludamento – que é a correção da inclinação de declives causados pela extração – a condução adequada da água proveniente de chuvas e a revegetação do local.

Nos taludes serão realizados cortes nas partes mais elevadas, o que vai proporcionar uma regularização da superfície e a recomposição artificial das condições topográficas.

Para a revegetação serão utilizadas espécies nativas da Mata Atlântica. Dentre as árvores que serão plantadas, 48 são de espécies pioneiras – aquelas consideradas mais resistentes – como Pata de Vaca, Embaúba, Jacarandás, Primaveras e Ipês brancos, amarelos e roxos. Também serão plantadas árvores de 32 espécies não pioneiras como Perobas, Angicos e Sibipirunas.

O Secretário de Meio Ambiente afirma que o plantio de diversas espécies nativas deve promover a melhoria das condições do solo, o aumento da biodiversidade e a melhoria das condições de escoamento da água da chuva. “Nosso objetivo é efetivar o Plano de Recuperação de modo a deixar a Cascalheira o mais próximo possível de seu estado natural”, conta o secretário.

Entenda o caso

Em 2005 o município de Águas de Lindoia foi notificado pelos órgãos ambientais sobre a extração ilegal de cascalho da área. Uma Ação Civil Pública chegou a ser protocolada pelo Ministério Público Federal (MPF) para exigir o reparo dos danos ambientais causados pela atividade. Estudos indicam que o volume de cascalho extraído do local é de 37 mil m³, o equivalente a 7,5 mil caminhões basculantes.

Após dez anos, em janeiro de 2015, um Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta foi assinado entre o MPF e a administração da época. No final de 2017 a atual administração conseguiu a aprovação do Plano pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e encaminhou para a Câmara Municipal um projeto de lei abrindo créditos orçamentários para a execução da obra.

 


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